
Minas Gerais teve sua primeira morte confirmada em 2026 em decorrência do hantavírus, uma patologia transmitida pelo contato com urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. O caso aconteceu em Carmo do Paranaíba, e segundo a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, não há relação com o surto da doença registrado no navio que navegava pelo oceano Atlântico. Inclusive, a cepa do vírus identificada no Brasil não é transmissível de pessoa para pessoa, mas apenas por roedores infectados.
A doença apresenta sintomas iniciais que lembram uma gripe forte, como febre, dor no corpo, dor de cabeça, cansaço excessivo e problemas abdominais, e pode evoluir rapidamente para falta de ar intensa e insuficiência respiratória. De acordo com o setor de Zoonoses de São João del-Rei, a principal forma de contaminação é pela inalação de partículas contaminadas no ambiente pelo excremento de roedores.
Por isso, a Zoonoses orienta a população a manter quintais e terrenos limpos, com mato capinado; evitar acúmulo de lixo, entulho e restos de alimentos; armazenar alimentos e rações em recipientes fechados, e vedar possíveis acessos de roedores às residências.
Além disso, o setor reforça a importância de ventilar ambientes fechados antes de higienizar qualquer local com sinais de roedores e umedecer o ambiente com água e sabão, água sanitária ou solução desinfetante, para evitar varrer a seco e espalhar partículas pelo ar. Utilizar luvas e máscara ao limpar locais suspeitos de contaminação também é recomendado.
“Atitudes como descarte incorreto de lixo, acúmulo de entulho, alimentos expostos, criação inadequada de animais e falta de limpeza em terrenos favorecem o aparecimento e proliferação de ratos nas residências e regiões urbanas. A conscientização da população e a colaboração de todos são fundamentais para reduzir riscos e manter a cidade mais limpa e segura”, destaca o Centro de Zoonoses da cidade. As orientações servem não apenas para prevenção do hantavírus, mas também outras doenças transmitidas por roedores.