
A empresa de logística VLI informou que pretende deixar a operação do complexo ferroviário histórico que hoje está sob sua responsabilidade. A decisão já foi comunicada ao Ministério Público Federal e pode trazer mudanças importantes para o futuro da ferrovia turística e de espaços como oficinas, galpões e trens antigos.
Segundo informações, a empresa quer fazer essa saída de forma rápida. A ideia é começar uma transição assistida já em maio e encerrar totalmente sua participação até o dia 1º de junho de 2026, evitando atrasos e problemas burocráticos.
Nos próximos dias, representantes da empresa devem se reunir com o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) para definir como será feita a entrega da operação e dos bens ligados ao patrimônio ferroviário.
Entre as possibilidades, está a transferência para a Associação Brasileira de Preservação Ferroviária, conhecida por atuar nesse tipo de atividade. Outra alternativa seria a prefeitura assumir os bens inicialmente e depois repassar a operação a uma entidade especializada.
Reuniões previstas para as próximas semanas devem definir como será feita a transição. A expectativa é que uma proposta inicial seja apresentada em breve.
Se houver acordo entre os órgãos envolvidos, a mudança pode acontecer sem interromper as atividades turísticas.
Em nota, a VLI informou que já iniciou conversas para que outro operador assuma o serviço, com foco exclusivo no turismo. A empresa também garantiu que, até a conclusão da transferência, continuará mantendo a operação com segurança e sem prejuízo para trabalhadores e usuários.