
A ausência de representantes da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge), além da falta de transparência e retornos da companhia no que se refere a reativação das fontes de água mineral do Balneário Águas Santas, em Tiradentes, ganhou destaque na Audiência Pública sobre o tema, realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
A reunião aconteceu na tarde da última quinta-feira, dia 02, em Belo Horizonte, a pedido do Deputado Estadual Cristiano Silveira (PT). O parlamentar criticou a ausência da Codemge e disse que vai convocar a diretora-presidente da empresa, Luísa Barreto, para prestar esclarecimentos.
A população de Tiradentes se organizou para cobrar mais providências da Codemge durante a audiência. Suely Franco, integrante do Coletivo Santas Águas afirmou que os moradores têm assistido a uma depredação do patrimônio físico, ambiental e cultural do local e que o balneário está tristemente adormecido. Disse ainda que a população sente muita falta daquele espaço.
Sem acesso a informações da Codemge, os movimentos organizados reclamam da falta de transparência sobre o cronograma de obras anunciado para o balneário e reivindicam por mais participação popular nas decisões sobre o futuro do Balneário das Águas Santas.
Também nesta audiência, Anderson Dias Lima, diretor da Minergeo, empresa responsável pelo projeto executivo das obras, não pôde entrar em detalhes sobre as decisões da Codemge, mas informou que uma proposta já foi aceita e que, no momento, a empresa trabalha na elaboração de um relatório de avaliação técnica. Segundo ele, as obras nas fontes radioativa e magnesiana devem durar entre quatro e seis meses.
Ugo Cassano, representante da Cantina do Ítalo, concessionária que administra o Balneário Águas Santas, afirmou nesta audiência pública que o movimento de frequentadores caiu 80% no local.
Ao fim da reunião, novos requerimentos e encaminhamentos foram feitos à Codemge e a outros órgãos, autoridades e entidades ligadas ao caso.