
O preço da cesta básica continua subindo e está cada vez mais difícil para o trabalhador dar conta de tudo. Em março, o valor chegou a R$ 651,18, um aumento de R$ 18 em relação ao mês anterior. É o sexto aumento seguido, segundo a pesquisa feita pelo Núcleo de Economia da UFSJ.
Para quem ganha um salário mínimo, isso representa quase metade do salário só com os produtos básicos da alimentação: 46,38% do valor líquido foi gasto com os alimentos da cesta. E pra comprar tudo, foi preciso trabalhar 94 horas e 22 minutos – ou seja, quase 12 dias inteiros só pra pagar o básico da alimentação.
Dos 13 produtos que fazem parte da cesta, 9 ficaram mais caros. Os maiores vilões foram:
Outros alimentos também subiram, como leite, farinha e feijão. Já produtos como banana, óleo, manteiga e carne ficaram um pouco mais baratos, mas a queda foi pequena e não compensou o aumento dos outros itens.
Se a gente for pensar numa família de quatro pessoas, o salário mínimo ideal deveria ser de R$ 5.470,60 pra conseguir pagar tudo com dignidade. Bem diferente dos R$ 1.518 atuais…
A situação segue a mesma tendência de cidades grandes como Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, onde os preços também subiram.
Essa pesquisa é feita todo mês e ajuda a mostrar como anda o custo de vida na cidade. E o que ela mostra agora é claro: a comida tá pesando cada vez mais no orçamento, e quem vive com pouco tá sentindo isso no dia a dia.