Minas Gerais está em alerta máximo para a febre maculosa. Até o momento, já foram confirmados 39 casos e 14 mortes pela doença. Para entender quais ações São João del-Rei está tomando, conversamos com o coordenador de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Hebert Jaques.
Hebert afirma que o aumento de casos da doença, transmitida por carrapatos, está relacionado com as mudanças ambientais: “Estamos alterando o habitat natural dos animais que são reservatórios do carrapato. Isso tem aproximado eles das áreas urbanas, então aumenta a possibilidade de carrapatos nessas regiões.”
O coordenador destaca que, para ter a transmissão da febre maculosa, é necessário que o carrapato fique pelo menos 4h fixado na pele. Como é impossível saber a olho nu se o animal está ou não infectado, Hebert dá algumas dicas de prevenção: “Se for visitar um local infestado, que já está sinalizado como área de risco principalmente, usar roupas de manga comprida e calça, de preferência de cores claras, fazer uso de repelente, e ao retornar, de imediato, fazer uma vistoria por todo o corpo.” São João del-Rei, inclusive, tem duas áreas de risco já identificadas para febre maculosa: na região do Rio das Mortes, próximo à ponte do Porto, e na Ponte do Bezerrão.
Já em relação aos sintomas da doença, o coordenador destaca alguns dos principais sinais de alerta e como deve ser feito o tratamento: “Os sintomas, em média, se iniciam do 2º ao 7º dia, após o contato com o carrapato, mas pode surgir até o 14º. Os sintomas principais são febre alta e súbita, dor de cabeça intensa, dor muscular e nas articulações, e tardiamente pode surgir manchas vermelhas pelo corpo. A febre maculosa tem que ter o tratamento precoce imediato, porque a doença evolui muito rapidamente e leva ao óbito.”
Ele ainda destaca que a forma correta de retirar o carrapato da pele é com uma pinça, para evitar que seu ferrão continue na pele. Depois, fazer a assepsia do local com água, sabão e álcool. Caso surja sintomas da doença, a recomendação é procurar imediatamente os serviços de saúde.
A entrevista completa com o coordenador de Endemias está disponível no Youtube da Emboabas.
