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Paróquia do Matosinhos se manifesta após fogos atingirem prédio durante procissão

A paróquia do Senhor Bom Jesus de Matosinhos se manifestou nesta terça-feira (15) sobre a queima de fogos registrada durante a passagem da procissão, na noite de segunda-feira (14), em São João del-Rei. Em comunicado, a instituição afirmou que não realiza shows pirotécnicos, não utiliza fogos de artifício em suas celebrações e também não promove campanhas ou arrecadações para esse tipo de atividade.

O episódio aconteceu na Avenida Sete de Setembro, no bairro Matosinhos. Segundo relatos de moradores, fogos eram lançados de um prédio durante a passagem da procissão, quando parte dos artefatos não teria seguido a trajetória esperada e atingido a região da cobertura do próprio edifício e imóveis próximos.

Moradores relataram fortes explosões e tremores dentro dos apartamentos. Algumas luminárias teriam se soltado dos tetos e, em uma das unidades, houve relato de vazamento. Até o momento, não há informação de pessoas feridas.

No comunicado, a Paróquia lembrou que a Diocese de São João del-Rei proíbe o uso de material pirotécnico nas celebrações religiosas desde um decreto publicado em 18 de setembro de 2019, assinado pelo bispo diocesano, Dom José Eudes. Segundo a instituição, a medida foi adotada para evitar acidentes envolvendo fogos de artifício.

A Paróquia reconheceu que a pirotecnia faz parte da cultura de São João del-Rei, mas afirmou que cabe à Igreja orientar a comunidade para práticas que contribuam para o bem comum e a segurança.
Sobre o Jubileu de 2026, a instituição declarou que não realizou nenhuma atividade com fogos durante a programação. Segundo a nota, as manifestações pirotécnicas ocorridas durante a procissão foram realizadas por pessoas que agiram de forma independente, sem responsabilidade ou autorização da Paróquia.
A instituição também afirmou que, durante o Jubileu, priorizou atividades religiosas e apresentações culturais, voltadas à espiritualidade e à confraternização da comunidade.

O caso gerou preocupação entre moradores, principalmente pela proximidade das explosões com residências. Nas redes sociais, também houve questionamentos sobre a realização da queima de fogos no local.

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