A retomada dos voos comerciais já começou a mudar a rotina de quem precisa viajar por São João del-Rei. As operações tiveram início no domingo (2) e, nesta segunda-feira (3), a equipe da Emboabas acompanhou de perto um embarque e um desembarque no Aeroporto Prefeito Octávio de Almeida Neves, marcando o retorno do movimento regular de passageiros após mais de quatro anos sem voos comerciais.
A nova rota, operada pela Azul Conecta, liga São João del-Rei ao Aeroporto Internacional de Confins, em Belo Horizonte, com três voos por semana, às sextas-feiras, domingos e segundas-feiras. A viagem dura cerca de 40 minutos e permite que os passageiros façam conexão para diversos destinos nacionais e internacionais em um único bilhete.
Com a retomada do serviço, moradores ganham uma nova opção de deslocamento, enquanto a expectativa é de que o turismo, o comércio e outros setores da economia sejam beneficiados pela maior facilidade de acesso à cidade e à região das Vertentes.
Mesmo durante os mais de quatro anos sem voos comerciais, o Aeroporto Prefeito Octávio de Almeida Neves continuou em funcionamento para voos particulares, transporte de pacientes e táxi aéreo. Agora, o terminal volta a integrar a malha aérea comercial, ampliando as possibilidades de viagem para moradores, empresários e visitantes.
Segundo a Prefeitura, o retorno da operação foi articulado em parceria com o Governo de Minas, por meio da Invest Minas e da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo, além da Azul Conecta. O município informou que não irá subsidiar a companhia aérea, mas investirá cerca de R$ 1,2 milhão na modernização da infraestrutura do aeroporto.
Entre as melhorias previstas estão a instalação de uma estação meteorológica, modernização da iluminação da pista, revisão do gerador de energia e atualização dos equipamentos exigidos pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC). As intervenções devem permitir que, futuramente, o aeroporto receba aeronaves de maior porte.
A ampliação do número de voos dependerá da procura pelo serviço nos próximos meses. Caso a demanda seja positiva, novas frequências poderão ser negociadas com a companhia aérea.
