
Os moradores de Nazareno terão a oportunidade de conhecer detalhes sobre o projeto de ampliação da Pilha de Estéril e da Cava da Mina Volta Grande, da AMG Brasil, durante uma audiência pública promovida pela Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
O encontro será realizado no dia 1º de agosto, às 9h, na Quadra do Fabril, na Rua Josué Egídio de Souza, s/n, no Bairro Rosário.
Na audiência serão apresentados os estudos de impactos ambientais do projeto. A população também poderá fazer perguntas, apresentar sugestões e participar das discussões sobre os possíveis impactos da ampliação para o município.
O projeto prevê a ampliação da cava da Mina Volta Grande, na zona rural de Nazareno, e da área destinada ao depósito de estéril, material retirado durante a mineração sem aproveitamento econômico. Segundo o processo de licenciamento ambiental, a proposta não prevê aumento da produção da mina, apenas a expansão das estruturas necessárias para manter as operações. A unidade produz concentrados de tântalo, nióbio, estanho e lítio, além de feldspato utilizado nas indústrias de porcelanato e vidro.
O histórico do licenciamento ambiental mostra que um pedido anterior relacionado à implantação de uma nova pilha de estéril chegou a ser arquivado pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam), em 2023, devido à necessidade de apresentação de informações complementares, principalmente sobre alternativas de localização com menor impacto ambiental. Após essa decisão, a AMG Brasil adotou as medidas cabíveis, reverteu o arquivamento e deu continuidade ao processo de licenciamento junto à Feam. Segundo a empresa, o processo administrativo prosseguiu regularmente, com a obtenção da Licença Ambiental Concomitante, que reúne a Licença Prévia, a Licença de Instalação e a Licença de Operação.
De acordo com a Prefeitura, a audiência pública tem como objetivo garantir que a comunidade tenha acesso às informações sobre o empreendimento
A gerente-geral de Recursos Humanos e Responsabilidade Social da AMG Brasil, Thaís Guedes, afirmou que a participação da comunidade fortalece a transparência do processo e permite que os moradores, esclareçam dúvidas e contribuam com o debate