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MPMG aponta que responsável pela venda da ponte poderá pagar custos de devolução

As investigações sobre o desaparecimento da histórica ponte metálica de Prados ganharam um novo capítulo nesta quinta-feira (11). De acordo com a Polícia Civil, a estrutura foi vendida por um morador do local onde ela estava instalada, que acreditava ser o proprietário da ponte.

Segundo a apuração, o homem negociou a venda da estrutura, construída na Inglaterra no século XIX, por entender que ela fazia parte de sua propriedade. No entanto, a polícia afirma que a ponte não pertencia a ele, o que pode configurar crime.

A estrutura foi retirada no dia 3 de junho e localizada uma semana depois, na zona rural de Lima Duarte, após trabalho de investigação que contou com análise de imagens de câmeras em rodovias. A ponte estava em uma área ligada a um empreendimento turístico, que informou às autoridades ter adquirido o bem de forma legal, por meio de um intermediador e com emissão de notas fiscais.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil, pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Além do inquérito criminal, o Ministério Público instaurou um inquérito civil para apurar possíveis danos ao patrimônio histórico e cultural de Prados.

De acordo com informações divulgadas pelo MPMG, o responsável pela venda da ponte poderá ser obrigado a arcar com os custos da devolução da estrutura ao local de origem. As autoridades também apuram a participação de outras pessoas na negociação.

Outro ponto que ainda está sendo analisado é a quem pertence oficialmente a ponte. Há dúvidas se a estrutura já integra o patrimônio do município de Prados ou se ainda pertence à União, por ter feito parte da antiga Rede Ferroviária Federal.

A investigação continua e deverá esclarecer a legalidade da venda, a responsabilidade dos envolvidos e as medidas necessárias para a devolução da ponte ao município.

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