Emboabas

Pós-graduanda da UFSJ desenvolve software com IA que ajuda a detectar câncer de colo do útero

A pesquisadora e professora Larissa Pereira, que mora em São João del-Rei há mais de 20 anos, criou um software chamado CELIA (Classificação por Engenharia de Learning para Imagens Anatomocitológicas), que utiliza IA (Inteligência Artificial) para auxiliar os médicos patologistas a detectarem câncer de colo de útero em mulheres.

A plataforma foi desenvolvida durante o seu estágio de pós-doutorado na UFSJ, que uniu pesquisa científica e aplicação tecnológica na área da saúde. Segundo a professora, o software já está registrado e o próximo passo é disponibilizá-lo para uso. Em breve, estará disponível para os profissionais da área. 

Ela explica que: “O que a gente criou, na verdade, imita o modo como os nossos olhos enxergam. Quando a gente tá lidando com exame do colo do útero, o patologista vê pelo microscópio e aí ele vai tentar observar as alterações pra poder laudar os exames. Hoje, a gente tem aí um tempo de dois, três meses, pensando aí no Sistema Único de Saúde, pra liberação desses laudos. As filas são muito grandes, porque se a gente for pensar, não há uma igualdade no diagnóstico. As pessoas que precisam aguardar na fila do SUS, elas levam mais tempo pra receber isso. E aí esse software vem como uma ferramenta de apoio, porque ele auxilia o patologista a laudar isso muito mais rápido”.

De acordo com Larissa, com essa ferramenta é possível realizar o diagnóstico de câncer de colo de útero em cerca de três segundos, agilizando o processo não só para o médico, como para a paciente, que poderá iniciar seu tratamento de maneira muito mais rápida. Ela ressalta que a plataforma não substitui o trabalho humano, mas sim o auxilia.

“A minha vontade, na verdade, é que isso seja testado, validado e que seja disponibilizado de modo certo, de modo democrático. A ideia é somar, é contribuir, é colocar pra utilizar essa IA como uma ferramenta de cuidado. Nós ainda temos sete mil mortes por óbitos de câncer do colo do útero no Brasil. A gente tem 340 mil mortes anuais por câncer do colo do útero, um câncer que é completamente prevenível. Que se detectado a tempo, não evolui pra quadros de óbito”, finaliza.

A entrevista completa pode ser conferida no Facebook e Youtube da Rádio Emboabas.

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