
Diversos gestores da área da saúde da microrregião de São João del-Rei participaram, na última quinta-feira (5), de uma reunião sobre a centralização da urgência e emergência do SUS. A proposta, que é do Governo de Minas, prevê a extinção das 13 centrais regionais que atendem o Estado para concentrar, em Belo Horizonte, a regulação de vagas e leitos.
A secretária de Saúde do município, Gláucia Sbampato, estava presente no encontro e afirmou que: “a reunião contou com a presença do superintendente da regional de Barbacena, que explicou que o médico não vai ficar regulando leito, ou seja, vendo em qual porta o paciente vai entrar aqui na central de Barbacena, mas estará lá monitorando como vai ser feito.”
Ela afirma que uma das vantagens do novo sistema é o monitoramento feito por Inteligência Artificial (IA) para organizar o fluxo de pacientes. A tecnologia vai identificar, de forma automática, a porta de entrada adequada para cada paciente dentro da própria região, respeitando as pactuações existentes entre municípios e hospitais. “Os pactos continuarão sendo feitos na própria região, o que vai mudar é basicamente o sistema operacional com um comando único”, destaca.
“Todo esse processo terá uma capacitação para entender como funcionara a CORE – Central Operacional de Regulação Estadual, desde gestores até os médicos que atendem nas portas das UPAs, para saberem como cadastrar e como funcionará as transferências”, explica Gláucia Sbampato.
A medida, porém, ainda gera diversas discussões entre os profissionais da saúde, uma vez que o SUS tem como pilar a autonomia municipal, regionalização da saúde e descentralização do serviço para atender, de modo alinhado à realidade local, a população que necessita de atendimento médico. Também há a preocupação com demissão de profissionais.
Em contrapartida, a Secretaria de Estado de Saúde afirmou em nota que o modelo busca criar um complexo estadual de regulação, “com interlocução regional por meio das Superintendências e Gerências Regionais de Saúde. O formato busca fortalecer o apoio técnico local e padronizar a gestão em todo o Estado.”
A previsão é que o novo sistema se inicie entre abril e maio, de acordo com a Secretária.