A privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi aprovada pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais em dezembro de 2025 e sancionada pelo governo estadual. A previsão é que a venda das ações aconteça até o primeiro trimestre de 2026. Segundo o governo, a medida tem como objetivo atrair investidores e ajudar a reduzir a dívida do Estado.
Além disso, Minas Gerais pagou no dia 15 de janeiro a primeira parcela do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), no valor de R$ 102 milhões. O programa funciona como um refinanciamento da dívida com a União, permitindo que o Estado pague com juros menores.
Em entrevista à Rádio Emboabas nesta quinta-feira (5), o governador Romeu Zema afirmou que a privatização da Copasa deve melhorar o serviço prestado à população. Segundo ele, uma empresa privada teria mais rapidez para fazer obras e resolver problemas, principalmente em cidades que enfrentam dificuldades no abastecimento de água.
Zema explicou que, atualmente, por ser estatal, a Copasa precisa seguir processos burocráticos, como licitações, que podem atrasar obras importantes. De acordo com o governador, com a privatização, essas ações poderiam ser realizadas com mais agilidade e menor custo.
O governador também afirmou que a expectativa é que os reajustes nas tarifas fiquem abaixo da inflação nos próximos anos, com melhoria na eficiência dos serviços. Ele destacou ainda que regiões do Norte e Nordeste de Minas enfrentam dificuldades com abastecimento de água e tratamento de esgoto, e que o novo controlador da empresa deverá investir para resolver esses problemas.
Sobre o Propag, Zema explicou que o programa é uma alternativa para reorganizar a dívida do Estado, que atualmente é de cerca de R$ 180 bilhões. Segundo ele, o acordo permitirá que Minas Gerais tenha parcelas que caibam no orçamento, facilitando o planejamento financeiro do governo nos próximos anos.