A família do empresário Marcos Assunção, de 45 anos, conhecido como Marquinhos, de São João del-Rei, divulgou uma carta aberta relatando as circunstâncias da morte dele por afogamento na Praia de Tabatinga, em Nísia Floresta, região metropolitana de Natal. No texto, a família afirma que houve falta de informação, sinalização e estrutura de segurança no local indicado como “praia segura” para turistas, crianças e idosos.
Segundo a carta, a viagem foi planejada em família e o passeio até a praia foi oferecido como tranquilo e apropriado. No entanto, ao chegarem ao local, não havia placas de aviso, bandeiras de risco, salva-vidas ou posto de apoio. A família relata que perguntou sobre a segurança do mar e foi informada de que não havia perigo, mesmo com o mar agitado.
Poucos minutos depois, um familiar foi puxado pela correnteza ainda em área rasa. Marcos entrou no mar para tentar ajudar, mas acabou se afogando. De acordo com o relato, a ajuda demorou a chegar e ele teria ficado muito tempo no mar sem socorro adequado. A família afirma que Marcos chegou a ser retirado com sinais vitais, mas não resistiu.
A carta também denuncia abandono por parte da agência que vendeu o passeio e do motorista responsável pelo transporte, que, segundo o texto, não prestaram apoio após o ocorrido. A irmã de Marcos, autora da carta, afirma que moradores locais conhecem os riscos da praia, mas que essas informações não são repassadas aos turistas, principalmente aos que vêm de cidades sem litoral.
No documento, a família pede mais respeito à vida, fiscalização das agências de turismo e presença de salva-vidas em praias afastadas. O texto termina com um apelo às autoridades para que reforcem a segurança e evitem que outras famílias passem pela mesma dor.
Nossa equipe conversou com Michele Trindade, irmã de Marcos, que afirmou que a família foi enganada por informações sobre a segurança da praia, que não tinha sinalização, salva-vidas nem estrutura adequada. Segundo ela, o afogamento aconteceu em área rasa e o socorro foi demorado e insuficiente, levando mais de 30 minutos, sem a presença de médico ou medicamentos. Michele ressaltou que a carta não tem objetivo financeiro, mas busca cobrar responsabilidade das autoridades e alertar outras famílias sobre os riscos, destacando que situações semelhantes são frequentes e que a segurança dos turistas é negligenciada.
