Emboabas

Avanço da inteligência artificial e uso excessivo de telas acende alerta sobre impactos na infância

O avanço da internet e a popularização das inteligências artificiais têm trazido benefícios, mas também novos desafios para famílias. Em entrevista à Rádio Emboabas, as educadoras parentais Eliete Lopes e Patrícia Boquimpani, de São João del-Rei, chamaram atenção para as dificuldades enfrentadas por pais diante do uso cada vez mais precoce e intenso das tecnologias pelas crianças.

Segundo elas, o acesso ilimitado a celulares, tablets, videogames e computadores influencia diretamente o desenvolvimento emocional, cognitivo e social dos jovens. Sem mediação adequada, pode contribuir para irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração, perda de autonomia e queda no desempenho escolar. Eliete explica que o cérebro infantil ainda está em formação e, por isso, é mais sensível aos estímulos constantes das telas.

As educadoras também alertam para o uso excessivo de inteligências artificiais. Para Patrícia Boquimpani, as ferramentas, quando usadas sem orientação, podem reduzir a criatividade das crianças. “Um dos pontos negativos da inteligência artificial é exatamente cercear a capacidade de criatividade do ser humano. A pessoa não precisa mais pensar. Ela já tem ali tudo pronto, o problema e a solução”, afirmou.

Como alternativa, ela defende que famílias incentivem atividades fora das telas, como jogos de tabuleiro, brincadeiras ao ar livre e esportes, que estimulam interação e criatividade. Eliete reforça que o diálogo é fundamental. Para ela, os adultos precisam explicar o que é a inteligência artificial, ouvir as percepções das crianças e orientá-las sobre o uso responsável. “A forma de educar nossos filhos é ensinando para eles o que é I.A., conversando com eles, explicando para eles e ouvindo”, destacou.

As especialistas ressaltam que a tecnologia pode ser positiva no aprendizado, desde que utilizada com limites claros e acompanhamento constante dos responsáveis.

Sair da versão mobile