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Queimadas em área de proteção aumentam 300% na região, alerta Corpo de Bombeiros

O número de queimadas em áreas de preservação ambiental na região cresceu 300% entre 2024 e 2025, segundo o Corpo de Bombeiros. De acordo com o cabo Giovane Reis, foram 24 ocorrências registradas até o dia 21 de outubro deste ano, contra oito no mesmo período do ano passado.

O militar explicou que, apesar da queda no total de incêndios na região, de 479 em 2024 para 260 em 2025, uma redução de cerca de 40%, o aumento nas áreas de proteção preocupa porque esses locais abrigam vegetação nativa e animais silvestres, e o fogo costuma se espalhar com mais facilidade. Ele destacou que, diferente de queimadas em lotes vagos dentro das cidades, esses incêndios atingem extensões muito maiores e causam danos ambientais significativos.

Reis comentou ainda que, na maioria das vezes, os incêndios não começam sozinhos. Segundo ele, “é muito raro o fogo surgir de forma espontânea”. O bombeiro ressaltou que grande parte das queimadas é provocada por ações humanas, muitas vezes por uso irregular do fogo para limpeza de terrenos. Ele lembrou o caso de um incêndio na Serra de São José há alguns anos, causado por um produtor que fazia queima sem autorização, o que acabou gerando grandes prejuízos ambientais.

Neste ano, um incêndio atingiu cerca de 20% da Serra de São José, o que equivale a aproximadamente 1.343 campos de futebol. A área total da serra tem quase 5 mil hectares e é considerada fundamental por abrigar nascentes, trilhas e espécies nativas.

O cabo Giovane reforçou a importância de seguir as regras do Instituto Estadual de Florestas (IEF) para o uso do fogo em propriedades rurais, lembrando que o descumprimento das normas pode resultar em multas e sérios danos ambientais.

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