
Nesta quarta-feira, 15 de outubro, a categoria que forma todas as profissões é celebrada no Brasil. Estamos falando do Dia dos Professores. A reportagem da Emboabas conversou com alguns deles que trabalham com crianças e adolescentes na cidade.
Entre números, fórmulas e centenas de alunos educados nos últimos 16 anos de sala de aula, professor Sidney, educador de Matemática, destaca alguns desafios dessa missão.
“Eu acredito que ser educador nos dias de hoje é enfrentar grandes desafios, como despertar nos alunos interesses em meio a tantas distrações, acompanhar o ritmo de um mundo que muda a cada instante”.
E o que também está sempre em constante transformação é a geografia e a geopolítica local, nacional e mundial. A tarefa de explicar tudo isso aos seus alunos, há 20 anos, cabe ao professor Lucrécio, de Geografia. Ele fala da responsabilidade da profissão.
“Penso que o meu maior contentamento em ser professor é ter a consciência de que meu trabalho contribui, nem que seja um pouquinho com a construção de um mundo melhor, de uma sociedade mais justa, mas uma responsabilidade que essa profissão nos atribui. Pensar que os futuros profissionais estão agora nas salas de aula. E o que fazemos e como fazemos irá pesar nas decisões desses alunos, irá pesar no que eles serão no futuro e dizer que apesar de todas as tecnologias que facilitam o acesso quase que irrestrito de todas as informações, a nossa profissão é insubstituível”.
No alto dos seus quase 30 anos ensinando inglês, a teacher Claudinha também reconhece os muitos desafios da profissão, mas se sente grata, realizada e amada por seus alunos.
“A gente passa por muitos desafios na sala de aula, mas é muito bom, mas é muito bom mesmo, porque a gente aprende, a gente ensina, mas ao mesmo tempo a gente recebe tanto carinho. Ser professor pra mim é uma missão e é o que eu amo fazer”.
Esse carinho e a admiração pelos professores é o assunto da vez no Tema da Semana que tem ido ao ar, nesses dias, na Emboabas Mais Informação 92,7 FM.
O ouvinte Tadeu, por exemplo, lembrou dos gestos de carinho da professora lá da roça, na fazendo onde ele estudava quando criança.
“A professora que eu mais admirei na minha vida, era uma professora lá da roça. A gente saía da casa da gente, ia descalço para a escola e não tinha nem sapato, andando em cascalho, com fome. Aí chegava lá, na fazenda da professora, ela esquentava um leite e dava nós. E quando às vezes, fazia aquele chocolate que a gente nunca tinha tomado aquilo, ela comprava do salário dela, tirava o do bolso dela para comprar pra nós”.
Gestos e depoimentos como esses, exibidos nesta reportagem, apontam que ser educador é mesmo mais do que uma profissão, é uma missão constante para a construção de uma sociedade melhor.