
Na tarde de segunda-feira (15), a secretária municipal de Saúde, Gláucia Sbampato, esteve reunida com os administradores da Santa Casa de Misericórdia de São João del-Rei para discutir a grave situação de superlotação do Pronto Atendimento, que, segundo nota da Santa Casa, vem sendo registrada desde o dia 11 de setembro. O encontro buscou detalhar as dificuldades enfrentadas e avaliar quais medidas podem ser tomadas em conjunto para garantir melhor assistência à população.
Durante a reunião, a direção da Santa Casa informou que o número de pacientes atendidos tem sido muito superior à capacidade instalada, o que pressiona os leitos de emergência e sobrecarrega médicos, enfermeiros e funcionários. A secretária reconheceu o esforço da equipe e explicou que a regulação dos leitos não depende da Prefeitura, mas sim da Central de Regulação do Estado, sediada em Barbacena, e do SAMU. Esses órgãos definem para qual hospital cada paciente deve ser encaminhado, considerando critérios técnicos e os contratos firmados com cada unidade de saúde.
Segundo Gláucia, a reunião também serviu para alinhar contatos com a coordenação do SAMU e da própria Central de Regulação, a fim de verificar possíveis ajustes e ampliar o apoio à Santa Casa. Ela destacou que, além da pressão natural sobre o pronto atendimento, existem contratos que tornam o hospital referência em alguns casos específicos, como oncologia, o que aumenta a entrada direta de pacientes, sem passar pela UPA.
De acordo com a Secretária, a Prefeitura informou que vai acompanhar de perto as tratativas e reforçou que a saúde é prioridade. A expectativa é de que novos encontros sejam realizados com representantes do Governo do Estado e da Gerência Regional de Saúde, para avaliar soluções mais amplas, principalmente em relação à sala vermelha e à necessidade de ampliação de leitos. Enquanto isso, a Santa Casa segue sobrecarregada, mas reafirma seu compromisso em manter o atendimento à população, mesmo diante das dificuldades.
Até o momento, nem o SAMU nem a Central de Regulação do Estado se manifestaram sobre o caso.