O Sindicato dos Servidores Municipais (SINDSERV) realizou uma série de reuniões com a Prefeitura de São João del-Rei para reivindicar um reajuste salarial, argumentando que há uma defasagem acumulada desde a pandemia.
Como resposta, no dia 20 de março a Prefeitura anunciou a criação de um vale-alimentação no valor de R$ 264 mensais para os servidores municipais. De acordo com a administração, o benefício representa um aumento real na remuneração dos trabalhadores, pois não sofre incidência de impostos, e terá um impacto financeiro de aproximadamente R$ 800 mil por mês nos cofres públicos. O prefeito Aurélio Suenes destacou que a medida será incorporada ao Plano Plurianual (PPA) e convertida em projeto de lei, garantindo a continuidade do benefício.
O executivo argumenta que a proposta do vale-alimentação representaria um aumento médio de 9,2% sobre os salários, podendo ultrapassar os 10% para servidores com rendimentos mais baixos.
Por outro lado, o SINDSERV contesta a proposta e insiste na necessidade de um reajuste salarial proporcional à inflação do período. A principal reclamação do Sindicato é que, em vez do reajuste salarial, a Prefeitura optou por conceder um vale-alimentação, que não beneficia toda a categoria. O sindicato critica a proposta por excluir grupos como professoras e aposentados e por não considerar a defasagem salarial acumulada nos últimos anos. A presidente do Sindicato, Heloisa Bessa, alega que haverá uma negociação entre as partes para que um acordo seja feito. Segundo Heloisa, caso as negociações não avance, existe a possibilidade de paralização.
Na última terça-feira (26), foi realizada uma assembleia geral na Câmara dos Vereadores, com a presença de representantes do Sindicato, do Prefeito e do Vice-Prefeito, dos vereadores e de diversos servidores públicos. O objetivo do encontro foi debater o tema em questão. Ao final, ficou acordada a realização de uma reunião nesta quarta-feira entre o Executivo e a liderança sindical, na qual serão apresentadas propostas e contrapropostas visando atender aos interesses de ambas as partes.
O desfecho dessa situação dependerá das negociações entre as partes e do posicionamento da Câmara Municipal, que decidirá sobre a aprovação ou não do projeto.
