
Um movimento em busca de diversas melhorias sanitárias e alimentares dos presos que se encontram no Presídio Regional de São João del-Rei está acontecendo nos últimos dias. A iniciativa tem sido coordenada por esposas, mães, pais e familiares dos mais de 700 detentos que se encontram privados da liberdade no Mambengo.
Uma das agentes desse movimento, a Lauana Laisa, denuncia a qualidade das refeições servidas no presídio: “A comida chega azeda para eles e com pouca quantidade. As frutas que esta empresa manda vão todas estragadas. Os detentos estão tendo furúnculo por causa desta comida. A gente pede que vá uma alimentação digna para eles e com a quantidade certa. Pedimos que esta empresa saia e que entre outra no lugar”.
Sobre a qualidade da alimentação servida aos presos de São João del-Rei, Brenda Oliveira, profissional do Setor de Qualidade, da Nutridores Refeições Coletivas, confirmou que as marmitas azedas, quando identificadas, são imediatamente substituídas. Segundo ela, não houve notificações do presídio em relação à frutas estragadas.
Ainda segundo as refeições, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP), de Minas Gerais, explicou que, por força de contrato, quando a direção da unidade prisional identifica algo que torne a alimentação imprópria para consumo, a empresa fornecedora é notificada e realiza a pronta substituição, sem ônus para o Estado.
Outra demanda dos familiares dos presos diz respeito à saúde dos detentos. “Sobre os remédios os detentos ficam com dor, pois o presídio não oferece nenhum medicamento, nem mesmo dipirona. Lá precisa de médico. Outra coisa também é quando marcamos a escolta para dentista ou médico e, muitas das vezes, eles não descerem com os detentos. Acontece também de parentes de presos falecerem e o presídio não levar o preso para o velório”, relata Lauana.
Segundo a SEJUSP de Minas Gerais, as situações relacionadas à saúde dos presos têm sido atendidas com encaminhamentos para a Unidade de Pronto Atendimento do município e também por meio de atendimentos feitos, uma vez por semana, na APAC, por estudantes de Medicina.
O movimento também reivindica o retorno do antigo horário estendido de visitações. “A gente pede que volte a ser no horário de 8h às 16h e que passe a entrar dois visitantes por detento. Hoje, a unidade prisional permite a entrada de somente um visitante”.
Sobre as visitas, a SEJUSP informa que uma resolução de março deste ano dividiu a visitação em períodos de 4hs a cada 15 dias. Eles explicam que esta medida possibilita a melhor organização das entradas e garante que um maior número de presos possa receber visitas em um único dia.
A petição online com o resumo dessas e de outras reivindicações propostas pelos familiares dos presos, com o objetivo de coletar assinaturas e apoio para a causa, continua no ar. O acesso ao documento pode ser realizado no site www.peticao.online.