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Produções artesanais de páscoa ganham a clientela e geram renda para os confeiteiros empreendedores

Foto: Elisabete Trindade

Às vésperas da Páscoa, a cozinha da Elisabete está uma loucura.

Ela mora entre São João del-Rei e Coronel Xavier Chaves e este é o terceiro ano que ela trabalha com produção artesanal para a festividade.

Sua relação com a gastronomia, na verdade, dura o ano todo. A Elisabete também faz bolos, quitandas e panificação em geral. Mas, sem dúvidas, o desafio agora é grande.

Até porque a clientela sempre quer novidades. E ela garante que tem. Além dos ovos trufados tradicionais e até com casca cravejada, tem especiais para a criançada. “Para menino e para menina, a maleta. Uma maleta que a criança brinca e vai confeitar o seu próprio ovo de colher. Temos também o controle remoto, vem dois controles de game. Temos coelhinhos, cenourinha trufada, ovos de colher e tem também, não podia faltar, que é o queridinho de todo ano, o ovo em formato de coração, para aquele namorado ou namorada, marido e mulher.”

Apesar da fama dos tradicionais ovos de mercado, as produções artesanais tem ganhado cada vez mais a preferência dos consumidores.

Os motivos são vários. Um deles, o custo-benefício. O maior questionamento é que por causa de um pequeno brinde que vem com o ovo, seu preço pode disparar.

Muita gente prefere, então, fazer a encomenda direto com os confeiteiros. É uma oportunidade para escolher que tipo de doce quer, o sabor e a quantidade. Claro, em busca, principalmente, por um preço mais camarada.

Sem contar que tem um ingrediente especial, o carinho. “Só quem faz produtos artesanais, sabe dizer o quanto é gratificante aquele toque especial, aquele carinho que a gente faz para cada cliente. É isso, eu deixo uma mensagem para todos os clientes e confeiteiros, que esse ano seja um ano de muita felicidade, que a Páscoa seja boa para todos nós.”

Elisabete disse que a procura está alta. Logo no início de março a divulgação começou e os primeiros pedidos já chegaram. E não pararam até agora. Muita gente deixa para a última hora, mas a boa notícia é que chocolate não falta. “Teve bastante procura e ainda está tendo, é um pouco corrido sim, a gente trabalha muito, mas a gente não deixa de atender aquele cliente de última hora, porque sempre tem um cliente que às vezes não deu tempo de comprar aí corre numa confeiteira corre na outra e será que essa vai ter? A gente sempre vai estar preparada para atender aquele cliente de última hora. Por isso eu falo: gente não deixa para última hora, porque é muita correria mesmo, mas a gente dá um jeitinho para conseguir para todos.”

Falando em divulgação, as redes sociais tem sido uma grande aliada dos confeiteiros empreendedores. As plataformas abrem espaço para vídeos e fotos, que deixam os clientes ainda com mais vontade de experimentar as delícias.

A Elisabete Trindade também aproveita essa oportunidade. Divulga todo seu trabalho pelo Facebook e Instagram; uma forma, inclusive, de se aproximar dos clientes.      

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