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Moradora de São Miguel do Cajuru interessada em adotar bebê é extorquida em cerca de R$ 100 mil por mulher que se passava por grávida

Durante um policiamento preventivo da patrulha rural, uma equipe foi acionada e se deslocou até o trevo de São Miguel do Cajuru, onde foi feito contato com uma produtora rural de 27 anos.

Em conversa com os policiais, ela relatou que, há aproximadamente 1 ano, conheceu uma mulher através de uma rede social, a qual teria falado que estava grávida e queria fazer a doação da criança que estava para nascer.

A solicitante disse que tinha o interesse em adotar uma menina, por isso se interessou pelo caso, a qual se identificava por N. A..

No entanto, depois de um determinado tempo, a mulher começou a pedir dinheiro, alegando que seria para os trâmites da adoção particular.

Durante aproximadamente um ano, foi transferido em torno de R$ 100 mil. Os depósitos eram feitos em duas contas bancárias, em nome de Naira e para outra conta do mesmo banco, em nome de Carlos.

No início, a estelionatária começou a pedir dinheiro como se estivesse passando por necessidades. Depois, alegando que era para a adoção.

Por último, começou a ameaçar a vítima, dizendo que se ela não transferisse dinheiro seria processada e presa. Inclusive, passou a falar que a acusaria de querer comprar uma criança.

Na tarde de ontem, a solicitante e seu esposo entraram em contato com o banco para efetuar mais um depósito de R$ 30 mil. O funcionário, ao perceber que ela estava muito nervosa, fez um alerta.

Durante todo esse tempo, a vítima manteve a situação em segredo. Isso porque se sentia ameaçada e amedrontada; temia pelas vida de seus filhos e de outros familiares, no entanto, desta vez, acionou a polícia.

Diante dos fatos, visto que o casal estava sendo vítima de crimes de ameaça e estelionato, eles e demais familiares foram orientados quanto às providências para pôr um fim nas transferências e evitar mais transtornos.

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