
Há 3 anos de completar um século de vida, Maria José Ribeiro de Andrade, a dona Zezé – matriarca da Rádio Emboabas esbanja saúde, boa memória e simplicidade de quem viveu a vida sempre pensando na família.
Em 05 de setembro de 1925, nascia a caçula dos 11 filhos do casal Francisco Romano e Libânia de Andrade, na Fazenda do Sábia, no município de Madre de Deus de Minas. Viúva há 22 anos, dona Zezé se casou com o Zé Menino, e foram pais de duas filhas: Mary e Suely. A família continuou crescendo, e conta hoje 4 netos e 2 bisnetos.
Dona Zezé relembra momentos vividos na adolescência e juventude, já morando em São João del-Rei, como as cerimônias dos desfiles do 7 de Setembro. “Quando eu estudava aqui e íamos ao Desfile do 7 de Setembro. Era ótimo, apesar de hoje ser diferente ainda é muito bom”.
Já na vida adulta, acompanhou o marido assumindo a prefeitura da cidade que ela escolheu para ser a sua, mesmo sem nenhuma pretensão de ser a primeira dama de São João del-Rei. “Outro momento de destaque foi quando meu marido foi candidato a prefeito, e acabou sendo eleito. E acho que foi um prefeito muito bom. Eu sempre fui muito simples, criada com simplicidade, sem estudo, sem nada, por isso, não tinha muita coisa em ser primeira dama não”. Se não se importava com títulos, dona Zezé, construiu o legado de ajuda a quem precisava, e se recorda com carinho das ações. “Ajudei o que pude ajudar. Isso é importante, fazer o bem para todos, e ajudar sempre que puder”.
A matriarca da família acompanha com carinho, os cuidados das filhas e dos netos com o Grupo Emboabas . “A rádio ficou por conta deles, foi entregue para a família e eu acho que eles estão indo muito bem. Diferente deles, eu nunca trabalhei com rádio, mas sempre ia visitar. As filhas e os netos que assumiram e estão indo muito bem”.
Com toda simplicidade e experiência de quem sabe o que realmente importa ao longo da vida, dona Zezé reforça o fundamental para se viver bem por longo anos: a família. “Eu estou bem quando estou junto com a minha família. Com minhas filhas, meus netos, sobrinhos eu me sinto feliz. Então fico alegre quando eu vejo a minha família toda. Eu sou feliz, graças a Deus”.
Que o legado de vida de dona Zezé continue sendo escrito e contado. Para que em breve, a notícia seja um século de vida completado da forma que ela mais gosta: ao lado da família e dos amigos.