
Em entrevista exclusiva à Rádio Emboabas, Mais Informação, na tarde de segunda-feira, dia 22 de novembro, o Diretor técnico da Unidade de Pronto Atendimento – UPA de São João del-Rei, Doutor João Réus, se pronunciou sobre o envolvimento de dois funcionários da instituição em um homicídio do cidadão Elberth Cerqueira da Costa, 47 anos, natural da cidade de Barroso, que foi assassinado na terça-feira, dia 16 de novembro e teve seu corpo encontrado enterrado em uma residência no bairro Colônia do Marçal. Entre os suspeitos estão os profissionais da área de saúde, Karla Nicole e Daniel. “Quanto ao sumiço dos medicamentos, a UPA tem o controle rígido, têm lacres nos carrinhos e nos pertences da vítima não tem nenhuma medicação que tem na UPA. Não foi sumido nenhum medicamento que está nos pertences das vítima.”
A Superintendente, Glydes Barroso da Silva também afirmou que os medicamentos utilizados para uma possível sedação da vítima não foram retirados da UPA. “Eles fizeram um processo seletivo e foram aprovados. Quero ressaltar uma coisa: eles foram contratados na pandemia, em regime de urgência, e foi feita a pesquisa de bons antecedentes deles, só que se não tem condenação, porque não foi julgado e condenado, a ficha é limpa. Isso é uma coisa para deixar clara.”
Gleydes ainda reforçou que por mais que os envolvidos fizessem parte do quadro de funcionários da instituição, a UPA não tem nenhum tipo de ligação com o crime. Uma vez que o assassinato não ocorreu nas dependências da unidade de saúde. “Não é caso da UPA, ninguém matou ninguém dentro da UPA. Nós trabalhamos, nós estamos trabalhando. É a única porta aberta do SUS para urgência e emergência, que faz de tudo para tratar o ser humano com muita dignidade. Existem erros, falhas? Existem como em qualquer outro lugar, mas nós trabalhamos com excelência durante a pandemia, tentamos trabalhar no dia a dia com excelência. Muitas pessoas podem não ficar satisfeitas com o trabalho, mas também há muitas pessoas que são muito gratas pelo o que a gente faz. Então, deixar bem claro que não é um caso da UPA, é um caso criminal que não é da nossa discussão, por isso existe a justiça e é ela que vai investigar e é ela quem vai julgar.”