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Cachorrinha mascote de cartório em São João del-Rei ganha destaque nas redes sociais
19 de agosto de 2021

Rihanna fazia parte da triste estatística de cães abandonados no país. Até que foi encontrada pelo tabelião Daniel Falcão Guimarães, em 2019, na cidade de Santa Juliana, no Triângulo Mineiro, local do seu antigo trabalho. “Em 13 de março de 2019, eu avistei a Rihanna na porta do cartório toda debilitada, muito magrinha e me sensibilizei com a situação. Levei ela até o veterinário, e ele me falou que ia morrer em breve, se não fosse tratada. Inicialmente, a minha ideia era arcar com o tratamento e depois tentar achar abrigo para ela”.

No entanto, durante o período de cuidados com Rihanna, aconteceu aquele processo inverso: ela quem adotou e conquistou toda uma família com o seu carinho canino. E desde então faz parte da família formada pelo Daniel e pela advogada Maria, esposa do tabelião. “As pessoas a chamam de sortuda, mas a sorte mesmo foi nossa: minha, da Maria e de toda nossa família que convive e adoram a Rihanna, que é uma benção em nossa família”.

Daniel passou em um concurso em maio de 2021 e trabalha em São João del-Rei, desde então. E para não deixar Rihanna sozinha, o jeito foi levá-la para o escritório, e por lá, além de companhia, ela conquistou também os clientes. “A gente ficava com muita pena, porque ela ficaria em casa sozinha. E como ela é muito comportada e dócil, começamos a trazê-la para o escritório. E ela começou, digamos assim, a assumir a função de relações públicas e recepcionista do cartório. Algumas pessoas, inclusive, só entravam para brincar com ela e tirar fotos. A gente tinha a sensação de que ganhávamos alguns clientes só pela abordagem da Rihanna”. E ela faz o serviço tão bem, que ganhou até uniforme.

Daniel também conta que Rihanna não assusta ninguém. “Ela sabe com quem se aproxima, testa primeiro e só se aproxima se a pessoa deixar. É muito dócil, muito carinhosa, ela só não gosta que fiquem batendo na vitrine do cartório. Ela fica irritada. Eu não a ouvia latir há cerca de um ano, e semana passada ficaram batendo aqui na vitrine, e ela deu uns latidos para mostrar que ela pode ser brava também. Mas ela gosta de criança, de adulto. É muito paciente. Às vezes, as crianças deitam em cima dela, abraçam e nunca tivemos nenhum problema. O maior perigo é levar uma lambida na orelha”.

E se engana quem pensa que a vida da Rihanna é só trabalho; o dia a dia é agitado: da ida a academia até a padaria. “Ela só não vai para locais que não é possível levá-la. Mas ela vai a restaurantes aqui na cidade em que ela é bem-vinda. Vai para academia e, inclusive, tem uma caminha no local para ela. Porque os clientes e funcionárias a adoram. Vai com a gente para a padaria. A gente pede para ela aguardar do lado de fora, mas às vezes o pessoal a chama lá no cantinho, para fazer um carinho, porque eles adoraram, adoram ela”.

Ela tem uniforme, trabalha o dia todo, e então, Daniel foi questionado sobre o pagamento da Rihanna. E ele afirmou que vai providenciar, tudo dentro da lei canina. “Dentre todos os nossos funcionários, era a única que estava em situação irregular. Mas conforme o ibope dela vem subindo, a gente começou a ficar preocupado. Entra todo mundo aqui, daqui a pouco entra fiscal do Ministério do Trabalho também para fiscalizar a situação dela. Ela não recebe em espécie, recebe em petiscos, rações, guloseimas para cachorro. E passeia muito também. Ela fica satisfeita, porque ela gosta de andar de moto, de carro. A gente vai vendo do que ela gosta e vai remunerando de acordo”.

A história e a simpatia de Rihanna conquistou muitas pessoas, e Daniel finaliza dizendo que muitos outros animais podem fazer o mesmo. “Espero que a história dela sirva para inspirar e sensibilizar. Era uma cadelinha que certamente estaria morta, se não tivesse sido acolhida. Assim como ela, todos os animais que estão abandonados são especiais de alguma forma. Pensem na adoção, no acolhimento de animais, porque tem vários animais sofrendo nas ruas. Se permitam serem surpreendidos com um detalhe de um cachorrinho, descobrir uma habilidade especial, um detalhe da personalidade do seu cachorrinho que pode ser único. Pensem nisso, porque tem muito cachorro precisando por aí”.

A Organização Mundial da Saúde estima que só no Brasil existam mais de 30 milhões de animais abandonados, entre 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães. Em São João del-Rei, de acordo com a Sociedade Protetora dos Animais, existem cerca de 9 mil animais abandonados. Lembre-se de a adoção responsável é um ato de amor.



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