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Pandemia afeta denúncias de violência contra crianças e adolescentes
4 de maio de 2021

Foto: Elza Fiuza/Arquivo Agência Brasil

Toda criança e adolescente deveria ter uma infância regada de carinho. Mas nem todos têm a sorte de viver em um lar acolhedor. A Polícia Civil de Minas Gerais revela que 70% dos crimes praticados contra menores acontecem dentro de casa. E segundo o DataSUS, em 2019, dentre as vítimas de violência no país, somando todas as faixas etárias, 10% tinham no máximo quatro anos de idade.

Ao longo da pandemia, os registros de crimes praticados contra crianças caíram. Porém, isso não significa que o problema caminha para uma solução. É que com o isolamento social, muitos pequenos perderam contato com as pessoas e instituições que poderiam ajudá-las.

A analista e psicóloga da Polícia Civil, Lusia Jaqueline, explica que o mal causado a uma criança pode acarretar consequências por toda a vida. “A gente percebe que, infelizmente, crianças que vivenciam situações de violência frequentes na família, não conseguem se tornar adultos saudáveis. Elas não conseguem, muitas vezes, ter relacionamentos saudáveis e reproduzem essas situações mesmo depois de adultos. Então, as vezes as crianças agridem o outro porque isso que foi ensinado. Você está ensinando a essas crianças, que esta conduta é permitida. Está ensinando a essas crianças, a reagir ao ambiente e as frustações que temos no dia a dia, de uma forma violenta. Isso deixa marcas para o resto da vida.”

Membros de dentro e fora da família devem ficar atentos. Crianças que passam por situação de violência podem emitir alguns sinais. “Estudos mostram que existe uma relação entre violência e adoecimento emocional. Crianças que apresentam alteração de comportamento, podem estar sendo vítimas de alguma violência. Sinais de alteração de comportamento como problemas com sono, dificuldade de alimentação, agressividade, choro frequente, apatia, depressão e até mesmo ideias suicidas, porque a gente acha que as crianças não tem essas ideias, mas elas têm sim. Esses são sinais de que algo está errado com aquela criança. Claro que cada caso é único. Então, a gente tem que levar em conta também o desenvolvimento de cada criança, o seu contexto familiar, onde ela vive, como ela vive. Tudo isso tem que ser analisado.”

Se um adulto desconfiar, pode criar uma intimidade com o menor para conseguir algum relato. Mas é preciso cuidado. A abordagem não deve ser feita de modo direto. “Ao abordar essa criança, não a pressione a falar. Converse com ela, deixe que ela se sinta segura e proporcione um ambiente seguro para que ela se sinta à vontade para falar. Não faça perguntas diretivas para ela, porque dependendo da idade ela pode responder que sim, apenas por achar que é a resposta desejada por aquele adulto. Perguntas do tipo: ‘Foi fulano que fez aquilo com você?’, não é ideal. Procure abordar de uma forma mais aberta. Comece perguntando pela família, como é o convívio em casa, se tem pessoas que ela gosta mais, pessoas que não gosta tanto, se tem alguma pessoas que já fez algo que já a deixou magoada, ou a machucou de alguma forma. Nunca nomeando uma pessoa.”

É muito comum adultos desistirem de comunicar aos policiais casos de violência contra crianças por falta de provas. Só que a delegada de polícia doutora Renata Ribeiro alega que a Polícia Civil deve ser acionada independente de ter provas ou não, pois a missão de averiguar o caso cabe aos policiais. A pena para autores de crimes de maus tratos a menores pode chegar a 30 anos de prisão, dependendo da gravidade. O Disque 100 está disponível para denúncias anônimas 24 horas por dia.



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